Coluna do noivo – Quando um não quer dois não brigam

Pois bem, o título deste post é uma frase que cansei de ouvir meu avô, meu saudoso “Vô Lando” dizer por muitos e muitos anos, desde que me conheço por gente na verdade. E ela realmente sempre fez sentido pra mim, tanto na infância, adolescência e agora faz ainda mais na vida adulta:

“QUANDO UM NÃO QUER, DOIS NÃO BRIGAM”.

E a razão para eu estar escrevendo isso para vocês hoje, é bem simples: Cheguei em casa nervoso, tenso, louco para arrumar confusão (claro que não fiz isso de propósito, e o pior, pra falar bem a verdade, na hora nem percebi que estava agindo dessa maneira). Do nada, comecei a tentar achar problema em tudo, nisso, naquilo, aqui e acolá…

Para minha grande sorte, minha noiva percebendo que eu não estava no meu estado normal, não deu muita bola, (dentro do possível, já que meu discurso parceia um míssil teleguiado, tentando de alguma maneira acertar o alvo)…
Ela disse de maneira calma e tranquila:

“NÃO QUERO DISCUTIR COM VOCÊ, NÃO VOU CONVERSAR COM VOCÊ NESTE MOMENTO” (eu coloquei em letras maiúsculas, e em negrito, apenas para dar um realce no texto, não foi por causa da entonação da voz dela)…

E eu na hora, fui todo nervoso assistir televisão na sala, reclamando de tudo e de todos…
Massss, com nada é melhor que o tempo, acabei desligando a tv, e resolvi refletir sobre o que aconteceu essa noite e  voilà, resolvi escrever esse texto!!!

Então, eu tenho dois agradecimentos a fazer:
Vô, obrigado por sempre ter me levado, não pelo caminho mais curto ou fácil da vida, mas sim pelo correto e com certeza no final da grande jornada, terá sido o mais bonito! Ouço seus ditados como se você estivesse sempre ao meu lado. SAUDADES SEM FIM!

Nati, obrigado por não entrar na minha onda! Eu bem sei que quando eu quero, sou  (hummm, como posso dizer  sem que isso seja usado contra mim, em um futuro próximo)?! rsrss…

Hum, COMPLICADO, talvez?!

Imagem: Google

Ciúmes e Possessão – Da série: desabafos e dicas sobre relacionamento

Casamento saudável | 9 hábitos para ter um ótimo relacionamento

Relacionamento – Da série: dicas e desabafos sobre relacionamento

Relacionamento – Devemos bater o pé em algumas questões

Coluna do Noivo | Dica de lembrancinha para padrinhos

Bom, eu como bom padrinho que já fui em alguns casamentos, certamente adoraria receber esse tipo de mimo do noivo (infelizmente isso nunca aconteceu) rsrsrs. Agora como sou noivo, posso colocar a ideia em prática, e sim deixar os meus padrinhos com um baita sorriso no rosto. Tenho quase certeza que quase 99% dos noivos e padrinhos que lerem este post também concordarão comigo. O mais legal, é que o kit pode ser montado de inúmeras maneiras, mas se tiver cervejas especiais no meio, tenho certeza que não há como errar! rsrsrs E ai vale deixar a imaginação rolar, pode colocar charuto, petiscos, de repente até um baralho para as futuras partidas de poker!
Então rapaziada, bora fazer bonito com os nossos padrinhos!

Para mais fotos e informações, cliquem aqui.

lembrancinha para padrinhos lembrancinha para padrinhos lembrancinha para padrinhos

Imagem: Jen Carreiro by Something Turquoise

Lembrancinhas | O que dar para os padrinhos?

Help & Casarei – Como escolher o lado dos padrinhos?

Receita do dia: geleia de pimenta & Convite dos padrinhos

Coluna do noivo | E o noivo?

Quando o assunto é casamento, muitas vezes parece que o noivo sempre fica em segundo plano. Muito se fala sobre o estado de nervos da noiva, de suas ansiedades, preocupações com o grande dia… Mas me pergunto: E O NOIVO? Vocês já pararam pra pensar, que ele assim como ela, tem um zilhão de coisas passando por sua cabeça? Sim, nós somos humanos! rsrsrs. Eu como um bom noivo, tento de todas as formas confortar, e de certa maneira, apoiar minha amada em tudo o que ela precisa na preparação do NOSSO grande dia! Um dos maiores problemas, é que não sou filho do Bill Gates, e sim, não posso fazer tudo do jeito que ela sempre sonhou,  e mesmo que eu fosse filho do Bill, UNICÓRNIOS não existem, então, não tenho como chegar cavalgando em um, no nosso grande dia kkkkkkk. Brincadeiras a parte, lembrem-se de que, se fosse possível, faríamos tudo do jeito que vocês sempre sonharam, tenham paciência ao conversarem, peçam a nossa opinião, não apenas sobre qual bar deve ser contratado para o nosso casamento.

PS.:a paleta de cores deixamos a critério de vocês!

noivo e padrinhos

Imagem: Tai Nunez Photography

Casamentos: tênis vs frescobol & Coluna do Noivo

Relacionamentos/Casamentos
Nem todos são como nos contos de fada, onde o história termina com: “E ELES VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE”! Seria ótimo, não seria? Mas no mundo real, esse tipo de final não existe, pelo menos eu não conheço nenhum. Por isso, resolvi compartilhar com vocês hoje, um texto fantástico, de um pensador brasileiro, Rubem Alves, que li há alguns anos atrás. Era um daqueles textos que faziam todo o sentido! Aqueles textos que faziam com que a ficha caísse… E a cada frase, a cada linha percorrida, ele fazia mais sentido, tudo fica claro e translúcido!
Relacionamentos são complicados, fato, mas por inúmeras vezes escolhemos o caminho mais árduo, mais duro a ser seguido: O CAMINHO ERRADO. O texto é simples, direto e avassalador.

relacionamento

Imagem via Timitude

Resumindo:
Acredito que muitas aqui já devem ter jogado, ou pelo menos ter visto alguém jogar frescobol. O jogo é simples, consiste em jogar com e para o seu parceiro. O intuito do jogo é fazer o máximo de rebatidas em conjunto, você facilita a jogada para seu parceiro, e ele a sua! #SIMPLESASSIM!

Um ajuda o outro, e quando o outro joga uma bola longe, ou dificulta a jogada do parceiro, esse que errou pede desculpas!
Já o tênis, é o oposto. Um contra o outro, um tentando deixar a bola inalcançável, tentando fazer com que o seu adversário perca o controle, a paciência e o que mais tiver para perder, apenas para  ter alguma “vantagem” sobre o oponente! Ahhh, e se o adversário cair no chão tentando rebater a bolinha, a vibração é ainda MAIOR.

casamento tênis

Imagem via Power of Positivity

Fácil de perceber a diferença, não é mesmo? E por que insistimos tanto em jogar tênis com a pessoa que está ao nosso lado? Por que, e para que, afinal, após o êxtase da “vitória” (entre aspas mesmo), até o suposto ganhador acabará, em determinado momento, ficando mal com a situação. Masoquismo? Querer sempre ter rezão? Não importa o motivo, se pararmos para pensar, não faz o menor sentido querer ver a pessoa escolhida por você, sua alma gêmea, derrotada, amargurada e aflita… Afinal esse outro, não é nenhum adversário, muito pelo contrario, É A PESSOA QUE VOCÊ AMA!!!!

Então, bora jogar frescobol pessoal,  ambos sairão vitoriosos! A ideia principal, não é a diversão?!

DIVERSÃO PURA E SIMPLES A DOIS!!!

casamento frescobol

Imagem via Geekfill

Segue abaixo o texto original:

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele:

Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?”. Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

casamento

Imagem via Lunarbaboon

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.

relacionamento

Imagem via Favim

O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo…”. Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada”. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.

casamento

Imagem via Today

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

casamento tênis

Imagem via Boldsky

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

casamento

Imagem via People Gnome

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:

casamento

Imagem via Google

Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: “Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo”. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: “Tens razão, minha querida”. A situação está salva e o ódio vai aumentando.

casamento

Imagem via Wiki

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…

| Posts anteriores